Do nascimento aos 6 anos

Marcos da fala, da linguagem e da comunicação.

Uma referência para observar o desenvolvimento — não uma prova, comparação ou diagnóstico.

Antes de consultar: há variações individuais. Observe o conjunto das habilidades e a evolução ao longo do tempo. Perda de habilidades, pouca resposta aos sons ou preocupação da família merecem orientação profissional.

0 a 3 meses

Comunicação

  • Acalma-se ou sorri ao ouvir uma voz conhecida.
  • Olha para o rosto e começa a sorrir socialmente.
  • O choro pode variar conforme a necessidade.

Fala e sons

  • Produz sons de conforto e pequenos “arrulhos”.
  • Reage a sons fortes e pode interromper a sucção diante de um som.

4 a 6 meses

Comunicação

  • Acompanha sons com os olhos e percebe mudanças no tom de voz.
  • Ri, vocaliza para chamar atenção e reage à música.

Fala e linguagem

  • Brinca com a voz, variando intensidade e entonação.
  • O balbucio fica mais parecido com fala, com sons como “p”, “b” e “m”.

7 a 12 meses

Comunicação

  • Volta-se para sons, atende quando falam com ela e participa de brincadeiras sociais.
  • Usa gestos, como dar tchau, levantar os braços e mostrar objetos.

Fala e linguagem

  • Balbucia sequências, como “bababa” e “dadada”, e imita sons.
  • Compreende palavras familiares e pedidos simples.
  • Perto do primeiro aniversário, podem surgir uma ou duas palavras com significado.

1 a 2 anos

Comunicação

  • Aponta para pedir, mostrar ou compartilhar interesse.
  • Gosta de músicas, histórias curtas e brincadeiras de imitação.

Fala e linguagem

  • Compreende perguntas e comandos simples.
  • Aponta figuras e partes do corpo quando nomeadas.
  • Adquire palavras novas e, ao longo do segundo ano, começa a juntar duas palavras.

2 a 3 anos

Comunicação

  • Usa palavras para pedir, comentar e chamar a atenção do outro.
  • Diz o próprio nome e faz perguntas simples.

Fala e linguagem

  • Combina duas ou três palavras com frequência.
  • Amplia rapidamente o vocabulário e nomeia muitos objetos.
  • A fala fica mais clara, embora pessoas de fora ainda possam não compreender tudo.

3 a 4 anos

Comunicação

  • Conta acontecimentos da escola e participa de conversas.
  • Responde perguntas de “quem?”, “o quê?”, “onde?” e “por quê?”.

Fala e linguagem

  • Usa frases com quatro ou mais palavras e conta histórias simples.
  • Compreende conceitos como dentro, em cima e embaixo.
  • Por volta dos 4 anos, a maior parte da fala costuma ser compreendida.

4 a 5 anos

Comunicação

  • Conversa com crianças e adultos e segue regras simples de jogos.
  • Escuta histórias curtas e responde perguntas sobre elas.

Fala e linguagem

  • Usa frases mais longas, detalhadas e gramaticalmente mais completas.
  • Conta histórias mantendo o assunto e usa palavras de tempo e localização.
  • A fala é compreensível em conversa; alguns sons ainda podem estar em aquisição.

5 a 6 anos

Comunicação

  • Mantém conversas, considera o que o outro sabe e reconta experiências em sequência.
  • Compreende instruções com várias etapas e participa de brincadeiras com regras.

Fala e linguagem

  • Usa frases complexas, explica ideias e faz perguntas para aprender.
  • Percebe rimas, brinca com sons das palavras e amplia habilidades de leitura e escrita iniciais.
  • A fala tende a ser bem compreendida; trocas persistentes merecem observação individual.

Aos 6 anos

Comunicação

  • Adapta a fala à situação, espera turnos e esclarece mensagens quando não é compreendida.
  • Conta histórias com começo, sequência e conclusão mais organizados.

Fala e linguagem

  • Compreende vocabulário mais abstrato, relações de causa e consequência e instruções escolares.
  • Usa estruturas gramaticais variadas e segue desenvolvendo consciência dos sons da fala.
  • O desenvolvimento continua além dos 6 anos; dúvidas devem considerar língua, contexto e história da criança.
Referências utilizadas: NIDCD/NIH — marcos de fala e linguagem; ASHA — marcos de comunicação. Conteúdo adaptado para orientação às famílias brasileiras e revisado em setembro de 2026.

Ficou em dúvida?

Uma lista geral não substitui o olhar para a criança.

Se você observou poucos marcos na faixa etária ou percebeu perda de habilidades, procure avaliação.

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